Transportes: Inter-reformados quer respostas da autarquia da Covilhã
Por Jornal Fórum
Publicado em 07/01/2026 14:43
Sociedade

A inter-reformados distrital, a União de Sindicatos de Castelo Branco (USCB) e as associações de reformados do Tortosendo reuniram na passada terça-feira na sede da USCB na Covilhã, onde abordaram vários temas em relação aos transportes na cidade. Foi enviado um novo pedido de reunião ao presidente da Câmara Municipal da Covilhã, Hélio Fazendeiro e a inter-reformados dá um prazo até “dia 15 de janeiro para que o presidente da Câmara da Covilhã marque a reunião” ou “partiremos para outras formas de luta, como por exemplo estarmos na próxima reunião pública da autarquia e muito bem acompanhados”, frisou Luís Garra, presidente da inter-reformados.

Os sindicatos exigem a gratuitidade dos transportes para os reformados já no ano de 2026, mas segundo Luís Garra “agora acrescem mais problemas”. “É que este ano os reformados tiveram um aumento astronómico nos passes, pagavam 9,90 euros e passaram a pagar 19,80 euros, isto não pode ser, não foi aplicado o desconto de 75% que era feito até aqui, ou seja, o desconto na totalidade do passe para os reformados que está a ser aplicado é de 50%, o que levou a este aumento de 10 euros”, aponta. Mas Luís Garra deixa mais críticas, e frisa que é “inadmissível não estarem operacionais os passes para serem tirados antes do fim do mês de dezembro e só no início de janeiro, o que levou muitas pessoas a terem de comprar bilhetes caríssimos. E digo mais espero que este dinheiro, tanto como o do aumento dos passes seja devolvido, não vamos parar enquanto a situação não esteja resolvida e o montante pago a mais devolvido, desta vez não vamos deixar passar”, afirma.

Quanto à gratuitidade para os portadores do cartão social, Luís Garra afirma que Vítor Pereira “deu a sua palavra, anunciou-o numa sessão do 25 de Abril e o agora presidente da Câmara que na época era chefe de gabinete estava nessa mesma reunião e concordou com esta gratuitidade, penso que não há dois Partidos Socialistas ou haverá?”, questiona Luís Garra. 

Na reunião pública do mês de dezembro, o edil covilhanense, Hélio Fazendeiro realçou que para já não é possível essa gratuitidade apontando que a estratégia é alargar a rede de transportes e conseguir passe único para o concelho de 30 euros. 

“Temos o compromisso de compreender as ambições dos reformados, a dificuldade que têm, as baixas reformas, a dedicação de uma vida inteira de trabalho à nossa comunidade, mas não conseguiremos chegar, de imediato, a essa ambição da gratuidade”, frisou em dezembro o presidente da autarquia da Covilhã.

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