O tema dos dias que correm é a Eleição Presidencial e delas não vou fugir. Terminou a primeira volta, já se dissecou sobre os vencedores e os vencidos e o rol de apoios à direita a António José Seguro são muito variados. Mas há um que destaco, a de um candidato Presidencial, porque não se escudou na reserva e deu a cara: Luís Marques Mendes. Muito criticado na campanha tiro-lhe o chapéu por não ter medo de se assumir e dizer o que pensa, explicou bem porque vota em Seguro, sem rodeios e hesitações, ao contrário de outros candidatos à mesma eleição que se refugiaram no mais fácil o «nim».
Concordemos ou não com a posição de Marques Mendes, mas tomou-a, sem medo, mesmo quando se podia ter remetido ao silêncio.
Quanto às críticas ao primeiro-ministro sobre o apoia este ou apoia aquele, penso que fez o que tinha de fazer, manter-se neutro e centrar-se na governação. Escrevi-o na semana e volto a escrever, se as legislativas fossem hoje Montenegro muito provavelmente voltaria a ganhar, goste-se ou não do estilo, goste-se ou não da forma há áreas que estão a carburar bem e não me venham falar em saúde porque já diz um amigo meu «ainda está para nascer um ministro da saúde que nos sirva». Quanto ao resto há que dar tempo ao tempo «Roma e pavia não se fizerem num dia».
Quanto a Ventura penso que se «gritasse» menos talvez o ouvissem mais. Há temas que não se discutem aos gritos, merecem seriedade e determinação, e as pessoas não gostam que se tenha uma opinião às segundas, quintas e sextas e outra às terças quartas e sábados. Uma campanha Presidencial não se pode fazer aos «gritos». Esses «gritos» por vezes revelam imaturidade e nalguns casos (não especifico quais) mostram sede de poder.
Por último as sondagens: são prematuras e demasiadas, deixemos o debate fluir e o povo falar no dia 8 de fevereiro, esse é soberano e é quem manda, gostemos ou não dos resultados. Por isso o respeito pela Democracia deve imperar, ganhe quem ganhar. Portugal precisa de estabilidade e não de andar em eleições todos os anos, por isso esperemos que o próximo Presidente da República seja um aliado dos portugueses e seja construtivo com quem governa. Não é altura para experimentalismos, nem instabilidades.