A Câmara Municipal de Penamacor (CMP) esteve representada pelo seu Presidente José Miguel Oliveira na 4.ª Reunião Ibérica da Aliança Territorial Europeia (ATE) – Norte da Extremadura & Beira Baixa, que decorreu em Castelo Branco, na segunda-feira, dia 13 de abril.
Este encontro, que contou com a participação sócios da ATE, empresários, presidentes de Juntas de Freguesia, entidades, associações e diversos convidados, pretendeu reforçar a reivindicação pela construção do IC31 em perfil de autoestrada, além de afirmar este corredor como eixo estratégico para o desenvolvimento, para a atração de investimento, para a criação de emprego, para a valorização turística e para consolidação da cooperação transfronteiriça entre o Norte da Extremadura espanhola e a Beira Baixa.
Durante a sessão, foi lançado um apelo para o início das obras ainda em 2026, com a construção do troço em falta entre Moraleja e Castelo Branco, com cerca de 72 quilómetros, concluindo assim a ligação entre as capitais portuguesa e espanhola, Lisboa e Madrid.
Na sua intervenção, José Miguel Oliveira destacou a extrema importância da conclusão do IC31 em perfil de autoestrada, num investimento que pode representar um papel transformador para a região, na ótica da economia e do turismo. O Presidente da CMP destacou, ainda, a necessidade de se aportar um especial cuidado à capilaridade da via e dos nós de ligação, afirmando que não é aceitável que se repitam erros como os da construção da A23, que se revelou incompleta com a ausência de ligação a Penamacor e a outros concelhos da região.
O autarca defendeu, finalmente, que o facto da fronteira entre Portugal e Espanha ser a mais pobre da Europa não é resultado da história secular ou da falta de cooperação entre as duas regiões vizinhas, mas da escassez de investimento e da falta de visão dos sucessivos governos centrais, numa região que considera não estar no interior, mas no centro de dois países, no centro de duas capitais europeias e no centro de uma plataforma turística ibérica que movimento mais de 120 milhões de turistas, devendo, por isso, sem encarada como uma oportunidade e não como uma fatalidade.