Opinião: Jorge Pombo | Desabafo
Por Jornal Fórum
Publicado em 30/07/2026 09:00
Opinião

Não sou grande utilizador de redes sociais (embora compreenda a sua importância para o bem e quiçá mais para o mal), onde ao abrigo do anonimato se diz tudo e mais alguma coisa de pessoas singulares ou colectivas, sendo que hoje, essas mesmas redes assumem não raras vezes a tendência para calar/silenciar quem connosco, ainda que minimamente, discorde de nós. 

Dai que, embora aceitando a nossa eventual pequenez radiofónica, gosto de intervir neste fórum, juntamente com esta simpática equipa, porque damos a cara e quem nos ouve, sabe quem somos o que defendemos e como o defendemos. 

Isto e o que a seguir desenvolvo, vem a propósito de algum desagrado, (chegam-me esses rumores) que alguns comentários meus, aqui nesta rádio tem causado a ex camaradas meus. 

Fui militante do P.S. durante cerca de 30 anos (militei na base, tive responsabilidades partidárias, ganhei uma câmara e fui dispensado pelo partido, não é ironia) e hoje as minhas convicções políticas mesmo sem militância partidária, (nem carreirismo) comungam ainda dos mesmos ideais. Acho perfeitamente possível defender valores, ideias e princípios sobre a organização da sociedade sem integrar ou apoiar formalmente qualquer partido político e mesmo – desculpem a soberba- ser no meu caso, mais socialista que muitos militantes.  

No entanto, as convicções político-partidárias, não devem transformar-se em militância cega, incapaz de reconhecer erros ou de valorizar boas ideias vindas de outras sensibilidades. A democracia exige pensamento crítico e independência, não obediência incondicional. 

Criticando construtivamente como o faço e fazemos neste espaço, contribuindo na minha modesta opinião, para melhorar a acção partidária, cívica e comunitária, e no meu particular também da minha família politica. 

Numa sociedade democrática, e numa participação política, a diferença entre crítica construtiva e maledicência é determinante para a qualidade do debate público. A crítica construtiva procura identificar problemas, apresentar argumentos e sugerir soluções, contribuindo para a melhoria das pessoas e das instituições. Já a maledicência alimenta-se de rumores, ataques pessoais e insinuações, sem qualquer intenção de promover mudanças positivas. Enquanto a primeira fortalece a confiança e a responsabilidade, a segunda apenas gera divisão e descredibilização. Estamos, aqui na “Hora da verdade” manifestamente no primeiro campo. 

A participação cívica, baseada no diálogo, na ética e na responsabilidade, demonstra que o contributo para a sociedade não depende da filiação política, mas da vontade genuína de trabalhar pelo bem comum. 

É isso que continuarei/continuaremos a fazer aqui, e parafraseando alguém celebre “ até que a voz nos doa” 

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